Labirinto

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“A aparência é fiel condutora de um coração frívolo.”

A vida é um labirinto no qual o homem chega ao nascer e morre sem encontrar, na maioria das vezes, o caminho para melhor encerrar a sua caminhada.

Nesse labirinto estão as angústias que atormentam o coração humano, num ir e vir  de um lado para o outro, na fadigada corrida contra o tempo.

As incertezas, as frustrações e as intempéries entre uma  trilha e uma estrada consomem a ilusão e definham a esperança  de cada dia.

Não se sabe ao certo, em que parte do percurso o homem se perde. Mas é certo que perdido ele permanece por quase todo ele.

A frustração de um sonho não realizado passa a ser bússola para caminhos que, ao invés de lhe afagarem a alma e refazerem seu ânimo, conduzem-no à lamentável experiência com o engano, com a dor que marca sua existência de forma tão amarga, que lhe tirando a capacidade de amar e até mesmo de se permitir ser amado.

É certo, porém, que algum caminho, ainda que estreito, uma trilha de percalços, está ali naquele labirinto à espera de ser desbravada.

Contudo…

Desbravá-la requer  força, e o homem não quer se cansar.

Requer abnegação, e ele não quer abrir mão de nada.

Requer fé, e ele não consegue confiar no que não vê.

Requer  coragem, e o homem é covarde.

A trilha pode levá-lo  à liberdade, mas ele precisa sentir-se preso às amarras adquiridas em outros caminhos mais largos, mais limpos, mais graciosos.

Não é fácil entrar numa trilha, sem que se esteja preparado. Contudo, preparar-se é impossível, pois não se sabe para quê.

Ainda há caminhos mais amplos a serem escolhidos.  Então, por que escolher o que, aparentemente, é o  pior?

A aparência é fiel condutora de um coração frívolo.

Cultiva-se, então, a incerteza eterna de quem não ousou, de quem se acovardou  diante de novas possibilidades para caminhar, pois os pés frágeis não suportam muito. E, assim, perde-se a oportunidade de conhecer a alegria de dizer confiante àquela frustração, àquele ilusão de outrora: “ há algo melhor à minha espera”.

Assim é o labirinto da vida…

O homem que escolhe servir a Deus é como aquele que não tem medo das dificuldades de se caminhar por um caminho estreito, repleto de dificuldades e aprendizagens. Não é fácil servir a Deus, e isso Elesempre deixou claro.

Mas o espetáculo da vida só se realiza quando se encontra o melhor caminho e a saída desse labirinto se torna vitoriosa, com pés e mãos marcados, mas renovados para não encerrarem a sua trajetória  e, ao contrário, sentir que após aquela trilha é que se começa  viver.

Professora Valéria Duarte Guedes

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