As faces fabulosas da coisa

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As faces fabulosas da coisa

Onde estão os idealistas?

Onde estão aqueles que acreditam em seus ideais e lutam pela realização dos mesmos, ainda que lhes custem a liberdade?

O idealismo dos jovens que sonham com um futuro promissor e planejam o amanhã com o entusiasmo de quem vive o hoje? Jovens que não se acomodam com as frases feitas pelo populismo acovardado:

“Não há em quem acreditar ninguém faz coisa alguma”.

“A coisa não tem mais jeito”

“As coisas só pioram mesmo…”

“Meu voto não vai fazer diferença mesmo pras coisas melhorarem”

“Entra um e sai outro…as coisas são sempre as mesmas”

“Que coisa”…

Certamente, a palavra coisa não designa Coisa com Coisa mesmo!

E que coisa é esta?

Tentemos substituir a famosa coisa por alguma outra coisa melhor:

“Não há em quem acreditar, ninguém cumpre compromisso algum”

Mas, quantos têm cobrado o cumprimento dos compromissos firmados, em épocas propícias?

“A política não tem jeito”

Mas, o que se tem visto é política ou politicalha? Se a segunda opção lhe cair bem, melhor assumir a parcela de responsabilidade nessa façanha.

“Meu voto não fará diferença para a realidade da população brasileira melhorar”

É sempre bom lembrar que a população brasileira não é aquela do outro lado do mundo. Ao contrário, é esta na qual você se encontra, é esta da qual você faz parte, é esta em que você vive…

Onde você chora e ri!

Por onde você anda, corre e cansa.

É nesta que você trabalha, esforça-se, desperta e adormece.

Às vezes se lembra, às vezes se esquece…

Esta população brasileira sou eu, é você, somos nós… Um povo inteiro disposição para acolher, mas que precisa ser acolhido pela justiça…que ainda não aprendeu a conquistar.

“Entra um e sai outro… a corrupção, a mentira, a desigualdade são sempre as mesmas”

Entre um e outro houve uma escolha. E dela você fez parte direta ou indiretamente, mesmo que agora não se lembre sequer da sua última escolha. Há uma parcela de responsabilidade de todos os que compõem esse cenário, que inescrupuloso ou não, é o que se tem diante dos olhos e no que se vive o cotidiano.

“Que cansaço…” ou pior:

“Não dá pra acreditar, hein?”

Na verdade, não dá pra acreditar que o conforto dos braços cruzados acomode a “Brava gente brasileira”.

O sonho da igualdade acabou?

As trevas noturnas da ignorância e da exploração não cederam à aurora da democracia e da liberdade?

Onde estão os ufanistas? Os utópicos? Os eternamente sonhadores capazes de mover suas últimas forças para a mudança, por menor que seja ela?

Os ideais revolucionários se apagaram em meio a frieza do olhar taciturno e desacreditado?

Declaradamente… é fantástico ser um idealista…

É fantástico crer que dias melhores não tardarão…

Acreditar que há homens justos, que há pessoas honestas e sonhadoras…

Declaradamente… ainda que não haja jovens sonhadores que se sintam capazes de mudar o mundo… de tentar outra vez… de caminhar e cantar… e…construir a canção…

Ainda assim, sempre há possibilidade de ocorrer o inesperado…o inusitado…

Ainda assim, é bom lembrar que a juventude é uma questão de ideologia…

A juventude de outrora, de hoje ou de amanhã pode estar disposta a dar a resposta e inverter a história…

Afinal, quem sabe faz a hora…e a coisa…pobre coisa…pode cair num descruzar de braços para unirem-se as mãos!

Valéria Duarte Guedes

Professora de Língua Portuguesa

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