O JOVEM DETÉM O PODER DA MUDANÇA

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O jovem detém o poder da mudança

 (Professora Valéria Duarte Guedes)

Ser jovem é assumir uma atitude ousada, livre de preconceitos. É ter a cabeça cheia de sonhos e entender a vida como uma aventura a ser vivida. É encontrar amigos no Orkut, facebook e outras redes, sem o compromisso de ser amigo de ninguém. Contudo, o mais relevante na atual geração jovem é a disparidade entre o acesso a tantas informações, a sobrecarga de tantos sonhos e o despreparo para o que fazer com tudo isso.

Assim, os sonhos se tornam sem sentido, quando não se têm estratégias para alcançá-los. A liberdade se transforma em prisão, devido à limitação a que muitos desses jovens se impõem, presos à tela dos computadores, sem se permitirem o contato físico, o apreço e a alegria do encontro físico, carinhoso-verdadeira aventura humana.

Todas as informações, toda facilidade de acesso ao conhecimento e aos fatos em tempo real são meios pelos quais a juventude deve lutar para garantir uma nação politicamente decente, um meio ambiente conscientemente preservado, além de a liberdade de escolha ser promotora da igualdade, logo da inclusão social.

Há pouco, o ditador da Tunísia foi derrubado em menos de um mês, após estar no poder por 23 anos.  Não há dúvidas sobre como os oponentes de seu regime conseguiram derrubá-lo.  Duas palavras descrevem tudo isso: Face book, Twitter.  Essas duas redes sociais permitiram que os manifestantes tomassem as ruas, organizassem a oposição, recrutassem novos manifestantes e sobrepujassem as forças policiais e militares. Então, como negar o poder dessa ferramenta que a atual juventude tem nas mãos para mudanças em grande escala? Daí, a necessidade de consciência política e participação de toda geração jovem, transformando a revolução digital em ganho real para todos.

A essa juventude já não cabe mais o comodismo, nem o silêncio frente à corrupção, à desigualdade, à exclusão e à destruição do meio ambiente. O jovem tem o poder da mudança, pois sua ousadia conspira em favor dela. O momento é de realização e para isso, a concepção de que sonhar é preciso continua fantástica, entretanto, mais do que isso, o desejo de cooperar para que o fantástico seja realidade, depende da postura de quem deve sair de si mesmo, de seu mundo e suas conveniências particulares, daquilo que de forma individualista e imediatista lhe proporciona falsos prazeres, e tornar-se agente, cidadão do mundo, crente nas gerações futuras e na vida de forma justa.

 A essa geração cabe a união, a manifestação e a alegria de viver de forma digna, de sentir-se amada e respeitada por seus sonhos, também cabe a ela a coragem em realizá-los de forma consciente, politizada e sensível às necessidades.

Logo, é importante considerar que quando os jovens se dispuserem a assumir esse papel na sociedade na cobrança de seus direitos, exercendo os devidos deveres, o país tomará o rumo que vai além do que é sonho: será de fato, um país para todos.

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